O Rio Capibaribe

terça-feira 10 de janeiro de 2006.

Numa distância de 1.100 metros acima do nível do mar, no alto da Serra do Jacarará, município de Poção, nasce o maior rio totalmente pernambucano. Até desaguar no Oceano Atlântico, o Rio Capibaribe percorre cerca de 240 quilômetros, embelezando seus quase 35 pontos de referência turística oficiais. Mas, infelizmente, a maior parte do seu curso não está inclusa no roteiro turístico do Estado e o Recife se ergue dando-lhe as costas.

O crescimento urbano desordenado das últimas décadas foi o responsável pela deterioração dos recursos ambientais que circundavam o rio, comprometendo a qualidade de vida das populações ribeirinhas. As mesmas águas que sugeriram o título de Veneza Brasileira ao Recife, hoje, assemelham-se a qualquer canal de esgoto existente nas metrópoles do País.

O Rio Capibaribe está com suas margens sucateadas. As raízes dos manguezais, que incrivelmente ainda sobrevivem, funcionam como uma verdadeira peneira, separando o lixo sólido do esgoto que flui. Da fauna local, os únicos crustáceos que conseguiram adaptar-se à degradação do meio foram o chié e o aratu.

Indignados com o descaso geral em relação ao Capibaribe, o casal Maria do Socorro e André Luíz Cantanhede, donos do Capibar, no Poço da Panela, estão se empenhando num projeto de requalificação das águas do rio. "O Recapibaribe foi sedimentado em cima de uma filosofia na qual tudo aquilo que o homem produz, mais cedo ou mais tarde, se tornará lixo", diz André. O projeto pretende conscientizar as pessoas sobre a sua responsabilidade com o destino do lixo que elas produzem.



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