Por Gabriela Barbosa - Presidente da Associação Alternativa Terrazul, Coordenadora da Rede Brasileira de Ecossocialistas e integrante da REJUMA-Rede de Juventude pelo Meio Ambiente.
Recuperar a Companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores empresas de mineração do mundo, significa reconquistar a soberania do país sobre o subsolo brasileiro. É preciso reestatizar e integrá-la a uma política ambiental para o desenvolvimento sustentável, colocar as riquezas naturais a serviço do povo brasileiro e se comprometer com o equilíbrio ecológico.
Dez anos depois da privatização da Vale, a batalha continua nas ruas e as organizações se mobilizam para tentar anular a venda. Esse é um momento decisivo para o povo brasileiro que tem até o dia 9 de setembro para participar do plebiscito, realizado em todo o país. Foi no governo do FHC que empresas estratégicas e lucrativas passaram do estado para mãos privadas. Todo o patrimônio da mineradora foi vendido pelo preço irrisório de R$ 3,3 bilhões, quando a estimativa de venda era de R$ 92 bilhões. Hoje, a Companhia não tem vinculo com o social e ainda são travados conflitos com as comunidades tradicionais como os povos indígenas e quilombolas. Agora, exerce um papel apenas de explorador dos minérios do país.
Faz parte da nossa história a expropriação dos recursos naturais na ocupação territorial, em detrimento do meio ambiente e das populações locais. Temos que reconhecer que é preciso enfrentar os efeitos adversos da mineração, seus impactos e conflitos socioambientais. Dentro desse contexto a Agenda 21 possui elementos importantes para repensar o atual modelo insustentável de mineração, bem como, uma Vale estatal, pública e com controle popular poderia adotar uma verdadeira política de Responsabilidade socioambiental.
| Data | Nome | Mensagem |