Celular: o barato pode custar caro!

sexta-feira 7 de abril de 2006 por João Loes

Afinal, é normal um celular explodir? Não é! Mas alguns cuidados devem ser tomados, como, por exemplo, não comprar baterias em camelôs. O barato poderá sair muito caro.

Nas últimas semanas, foram noticiados três casos de celulares que explodiram no Brasil. O primeiro foi no dia 5 de março, no bairro de Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro. O segundo no dia 18 do mesmo mês, em Araras, interior de São Paulo, e o terceiro em São José do Rio Preto, também no interior paulista, no dia 3 de março. Os três aparelhos são Motorola, sendo que nas primeiras duas ocorrências, o modelo era o mesmo - o C200.

Mas, afinal, é comum um celular explodir? “Em princípio, esses acidentes não deveriam acontecer. Aparelhos celulares são seguros”, garante Vitor Baranauskas, professor titular da Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação da Unicamp (Universidade de Campinas).

“A explosão em si acontece quando as substâncias químicas dentro da bateria – como o lítio – entram em contato com o ar depois que o curto derreteu o exterior do equipamento”, explica Baranauskas. Segundo o professor, a bateria do celular é a parte mais vulnerável do aparelho. Uma bateria de boa qualidade tem um dispositivo que limita a carga – impedindo sobrecargas, que geram curtos-circuitos, que por sua vez dão início às explosões.

Dicas

Na definição do professor, baterias de boa qualidade são aquelas regulamentadas pelo fabricante do aparelho. “Mas às vezes até baterias originais vêm com defeito de fabricação”, avisa Baranauskas. Então, como prevenir acidentes? Confira as dicas do especialista.

- Não colocar o aparelho no bolso de calças e blusas;

- Evitar quedas;

- Usar recarregadores originais;

- Trocar a bateria de dois em dois anos (sendo elas de Lítio ou de Níquel Cádmio);

- Não expor o aparelho ao sol;

- Não desmontar o aparelho;

- Comprar um celular de boa qualidade;

Com a palavra, a Motorola

A Motorola levanta como possível razão para as explosões a origem dos equipamentos - alegando, com base em outros casos, que as explosões podem ser atribuídas a baterias e carregadores "piratas". É comum, em grandes centros urbanos, ver ambulantes e vendedores de sinal comercializando carregadores e baterias de celular de origem duvidosa. Sem nota e sem origem declarada, o consumidor paga menos, mas corre riscos.

A Motorola garante que está trabalhando "para melhorar a segurança e o desempenho de seus produtos (...) atuando, [por exemplo] junto ao IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers) para avançar nas inovações e nos padrões que melhoram a segurança da bateria para os telefones e dispositivos móveis". A empresa ressalta a importância de se usar equipamentos originais.

Anatel

Para coibir a distribuição de dispositivos piratas e regulamentar a venda de equipamentos para celular, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) quer discutir a certificação, utilização, reaproveitamento e descarte de baterias para celular. No dia 13 de março, a Agência aprovou, para consulta pública, o Regulamento para Certificação e Homologação de Produtos de Comunicação. De acordo com comunicado oficial do órgão, o conjunto de medidas "define critérios e regras para a certificação no Brasil de equipamentos como telefones celulares, transceptores, cabos de transmissão, baterias (...) e outros previstos na Resolução 47 da Anatel".

"A iniciativa da agência reguladora é uma tentativa de discutir as implicações para o meio ambiente das características dos materiais que compõem as baterias. Além disso, tem sido recorrente a explosão de baterias reaproveitadas ou de origem desconhecida, causando danos aos usuários", disse Francisco Carlos Giacomini Soares, gerente-geral de Certificação e Engenharia de Espectro da Anatel.

Fonte: wnews.uol.com.br

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