Justiça ambiental é tema de encontro na Rio+10

sexta-feira 15 de outubro de 2004 por terrazul

Agência Carta Maior, 29/8/2002 19:28:35

Encontro internacional da Rede Justiça Ambiental denuncia na Rio+10 que desenvolvimento sustentável só será possível quando acabarem injustiças raciais, sociais, ambientais e econômicas contra populações desfavorecidas.

A convicção de o que o desenvolvimento sustentável jamais será alcançado num mundo onde persistirem injustiças raciais, sociais, ambientais e econômicas pautou na quinta-feira (29) o encontro internacional da Rede Justiça Ambiental, que reuniu representantes de ONGs e movimentos sociais de diversos continentes no Liberty Theater, em Johanesburgo. Formada no final dos anos 80, nos Estados Unidos, para defender o interesse das populações que vivem nas periferias das metrópoles e sofrem contaminação por resíduos industriais, a Rede Justiça Ambiental abrange atualmente milhares de organizações da sociedade civil, sendo 500 delas apenas no Brasil. O trabalho da rede consiste em denunciar que a destruição sistemática do meio ambiente acontece invariavelmente em locais onde vivem populações negras, indígenas ou sem recursos econômicos. A construção da justiça ambiental global, segundo seus integrantes, passa pela estruturação de sistemas de saúde eficientes para atender a essas populações e pela remoção total e imediata das fontes de poluição atmosférica e dos depósitos de resíduos tóxicos existentes nos locais onde vivem. A Rede de Justiça Ambiental Brasileira foi criada em 2001, durante um encontro no Rio de Janeiro que reuniu representantes do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais pelo Desenvolvimento (FBOMS), CUT, Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB) e Projeto Brasil Democrático e Sustentável. Representando o FBOMS na reunião da Rio+10, o presidente do Instituto Terrazul do Ceará, Pedro Ivo Batista, afirmou que a principal tarefa da rede para os próximos meses é estreitar os laços entre suas diversas seções nacionais de maneira a provocar uma rede de ação e luta concreta a nível internacional: "Os problemas ambientais e sociais são indissociáveis. No caso do Brasil, esses problemas atingem principalmente as classes trabalhadoras, o povo pobre e negro e os indígenas. Pessoas que formam a ampla maioria da nossa população e que são excluídas do trabalho, da saúde, do direito à terra, do acesso à água potável, enfim, de uma qualidade de vida digna, justa e ambientalmente sustentável", disse.

Maurício Thuswohl

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