A MARCHA DOS PINGUINS

quinta-feira 5 de janeiro de 2006

O filme documentário A Marcha dos Pinguins é a mais bela história que a natureza criou... uma jornada pela preservação da espécie num filme emocionante e de imagens arrebatadoras será mostrado em pré-estréia amanhã, dia 6, às 21h e no sábado, dia 7,às 10h45min, no UCI, Shopping Iguatemi. Após a sessão de sábado, dia 7, participe do debate "a marcha do ciclo da vida", com Geuza Leitão, ecologista, Jeovah Meireles, ambientalista, e Ricardo Henze, clínico veterinário. Mediação: Maristela Crispim, editora de Gestão Ambiental do Diário do Nordeste

Na Antártida, em todo mês de março, centenas de pingüins fazem uma jornada de milhares de milhas de distância pelo continente a pé, enfrentando animais ferozes, temperaturas frias, ventos congelantes, através das águas profundas e traiçoeiras. Tudo para encontrar o amor verdadeiro.

O filme Documentário, na versão brasileira, é narrado por Patrícia Pillar e Antonio Fagundes e é sucesso inesperado e extraordinário de crítica e público em todo o mundo. Nos EUA obteve mais de US$ 77 milhões. No Brasil estréia no próximo dia 13 nos cinemas.

SINOPSE

Em um cenário de gelo desértico, surge uma bela história da natureza que se repete há milênios e da qual depende a manutenção da espécie: a marcha de milhares de pingüins imperadores em busca do par perfeito.

Por instinto, enfileirados aos montes, machos e fêmeas deixam seu habitat natural em direção ao deserto gelado da Antártica em uma maratona de bravura e sobrevivência até realizar seu ritual de acasalamento.

O documentário mostra a inversão de papéis entre pingüins machos e fêmeas, onde o casal se separa após um breve tempo suficiente para a fecundação. A fêmea deixa o ovo para ser chocado pelo macho, enquanto retorna para o mar em busca de alimento.

Meses se passam e os pingüins machos têm a árdua tarefa de aquecer e proteger o rebento, à espera do retorno de suas fêmeas. A nova família de pingüins terá que se reunir no prazo máximo de 48 horas para que o novo membro receba comida, caso contrário, não sobreviverá.

O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.

O DIRETOR

Cineasta premiado, documentarista, operador de câmera e diretor de fotografia, Luc Jacquet é conhecido por seu trabalho em documentários sobre natureza e vida selvagem. Formado em biologia, Jacquet agrega valor a seus filmes devido a sua formação científica e a seu grande talento para filmes narrativos. A Marcha dos Pingüins é seu primeiro longa-metragem.

Sua carreira de cineasta de Jacquet começou por pura sorte. Ele viu um anúncio à procura de um biólogo corajoso e disposto a passar 14 meses no fim do mundo. Ele se candidatou e foi contratado para trabalhar como cinegrafista em uma expedição na Antártica, em 1992. Foi aí que começou seu interesse por pingüins. Jacquet percebeu que a marcha de reprodução dos pingüins imperadores tinha todos os elementos de um grande drama: amor, vida e morte.

No documentário, Luc Jacquet contou uma história usando animais como “elenco”. Ele mostrou um olhar sentimental e não uma visão científica – seu objetivo não era ser descritivo, mas sim gerar empatia. Segundo o cineasta – que é apaixonado pela paisagem da Antártica –, o filme mostra a batalha entre a vida e a morte, explora os limites de uma criatura. Os pingüins se reproduzem onde nenhum outro animal é capaz de viver. Isso chamou a atenção de Jacquet e o levou a ir além – ao limite – para descobrir como os imperadores alcançam esse feito.

O diretor sempre se interessou por animais que vivem em locais frios. Em 1993, trabalhou como câmera do filme suíço The Congress of the Penguins e seu primeiro filme foi Sea Leopard, Lord of the Ice.

A TRILHA

A Marcha dos Pingüins é a primeira experiência de Émilie Simon na criação de uma trilha sonora original. Para o trabalho, ela contou com a contribuição do engenheiro de som Markus Dravs, que participou de discos de artistas como Byork e Brian Eno. A trilha apresenta um som moderno e inovador e combina melodias pop e etéreas.

Filha de um engenheiro de som, a cantora, compositora e produtora musical – que tem 24 anos – começou a trabalhar como assistente de som muito jovem. Em 2003, ela lançou seu primeiro disco e, em 2005, a trilha sonora do filme de Luc Jacquet.

Segundo Émilie, a experiência com A Marcha dos Pingüins, foi poética, apaixonante e enriquecedora. Ela retratou cores extremamente puras em sua música; traduziu imagens e história em suas melodias; e foi obrigada a criar sob medida.

Quando foi convidada para participar do projeto, a cantora estava justamente trabalhando em uma canção chamada “Ice Girl”, que pode ser conferida no filme. Para desenvolver a trilha Émilie enfrentou outro desafio: como o filme ainda não estava montado, cada membro da equipe trabalhou paralelamente

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