Mais de 200 participantes buscam linhas de ação para a Liga

quarta-feira 25 de maio de 2005 por Zacharias Bezerra de Oliveira

O I Encontro de Consumidores Conscientes do Ceará, realizado pela Associação Alternativa Terrazul de 20 a 22 de maio, contou com mais de 200 participantes de diferentes bairros de Fortaleza; representantes da Juventude Terrazul, Movimento dos Meninos e Meninas de Rua e alunos do curso de Tecnologia Ambiental do Cefet; da região metropolitana: Maracanaú e Maranguape; do Maciço: Baturité e Aracoiaba; do Sertão Central: Quixadá; da região norte: Tianguá e Sobral/Itapajé; da Região Centro Sul: Iguatu; da Região do Cariri: Juazeiro/Crato/Barbalha e da região dos Inhamuns: Senador Pompeu.

Os participantes foram divididos em sete grupos para trabalhar as linhas de ação para a Liga de Consumidores e Consumidoras Conscientes do Ceará e definir qual o modelo de consumo que queremos. A Liga de Consumidores e Consumidoras conscientes, segundo os representantes do Grupo I, deve “trabalhar as ações ambientais na perspectiva da conscientização política, social e econômica, à luz dos valores locais/regionais, de forma ética, participativa e autônoma”. Para isso, o grupo considera que é preciso estar “aberto à participação de grupos organizados, movimentos sociais, instituições da sociedade civil e pessoas interessadas e comprometidas na construção de um modelo de consumo sustentável”.

O Grupo 02 considera que a Liga deve ser “um movimento, consciente, autônomo e permanente, voltado a conscientização e valorização de suprir a verdadeira necessidade de consumo, valorizando a produção e comercialização solidária local”. Os grande desafios são a articulação da rede; Educar para conscientizar e Lutar contra o capitalismo.

Para o Grupo 03, além de ser um movimento autônomo e independente, a Liga deve estar “aberta ao conjunto da sociedade, com a participação pró-ativa dos atores envolvidos”. Para isso é preciso, segundo eles, “ter a vitalidade e a força da juventude; atuar continuamente na busca da mudança dos hábitos de consumo atualmente impostos pelo mercado e trabalhar para a conscientização do cidadão enquanto consumidor”.

O Grupo 04 busca um movimento autônomo, de massa, de divulgação e formador de consumidores conscientes, que observe as atitudes de consumo da sociedade e fiscalize as formas de produção e comercialização de bens e prestação de serviços e que estimule a valorização dos recursos, incentivando a produção e o consumo sustentável e o exercício da responsabilidade sócio-ambiental.

O Grupo 05 quer um movimento capaz de mobilizar pessoas na busca da consciência e da responsabilidade pela conservação e preservação da vida e do meio ambiente. “Que seja um movimento autônomo capaz de se articular com varias organizações que busque a inclusão social, realizando ações junto a sociedade por uma melhor qualidade de vida no planeta”. Os grandes desafios são: limitação de recursos financeiros para a realização de atividades da Liga; Conscientizar a classe dominada pela ação dominadora da mídia e enfrentar os grandes grupos econômicos, a mídia e o Estado.

O Grupo 06 busca um movimento autônomo, com unidade de pensamento, expressivo e educativo que busca a qualidade de vida a partir do processo de conscientização dos consumidores para transformação da sociedade.

O Grupo 07 espera que todos, de forma consciente, a partir de suas necessidades modifiquem seus hábitos para melhorar a qualidade de vida e tornar assim o ambiente mais sadio para as futuras gerações. Para tanto, é necessário evitar o desperdício, fazendo um consumo consciente das nossas necessidades básicas, não obedecendo à lógica do consumo exagerado praticado pela mídia, combatendo a alienação fazendo questionamentos: “o que consumir? Para que consumir? O que consumir? E até que ponto eu posso consumir?

O Grupo levantou também a necessidade de se dar prioridade a produtos que sejam produzidos ecologicamente, preservando os recursos naturais, observando se as empresas estão de acordo com os princípios ambientais. E que não seja produto de mão-de-obra explorada e os preços repassados aos consumidores não sejam abusivos. “Temos que parar de querer ver o meio ambiente como meio e passar a vê-lo como inteiro, pois devemos nos sentir natureza, já que fazemos parte dela”, uma reflexão parecida com a que Leonardo Boff prega.

Do total de 205 participantes que preencheram ficha de inscrição, 129 eram mulheres e 76 eram homens. As mulheres, de 12 a 20 anos, eram um total de 51; de 21 a 30 anos, 39; de 31 a 40 anos, 20; de 41 a 50 anos, 12; mais de 50 anos, 06 e idade não declarada, 01. Quanto aos homens, de 13 a 20 anos, 21; de 21 a 30 anos, 41; de 31 a 40 anos, 10; de 41 a 50 anos, 03 e mais de 50 anos, 03.

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