Novas tecnologias em debate no Fórum Global da Sociedade Civil

sexta-feira 24 de março de 2006 por Daniele Sallaberry

Os conceitos e as implicações da nanotecnologia e da biopirataría foram debatidos no Fórum Global da Soceidade Civil na tarde desta quinta-feira (23). O evento, aberto ao público, faz parte da programação paralela às reuniões da Terceira Conferência das Partes sobre Protocolo de Cartagena de Biossegurança (MOP3) e da (COP8) Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que está acontecendo em Curitiba de 13 até o 31 de março.

“Não sabemos as consequências que as novas tecnologias podem trazer para os seres humanos”, frisou a representante do Centro Ecológico Maria José Guazzelli que iniciou o painel “Novas formas de biopirataría e novas tecnologias” conceituando nanotecnologia.

Conforme Maria José este é um conjunto de técnicas desenvolvidas pelos cientistas que permite manipular a matéria na escala de átomos e moléculas. “Um nanômetro equivale a um bilionésimo do metro, para se ter uma idéia, um fio de cabelo humano tem em média 80 mil nanômetros. Tudo em nanoescala é invisível a olho nu”, explicou. A preocupação da ambientalista, além dos possíveis impactos ambientais e sobre a saúde humana que a aplicação da nanotecnologia pode trazer, é a forma que esta tecnologia vai ser usada, “as indústrias que financiam estas pesquisas ignoram a questão social e têm como objetivo apenas a conquista de mercados e a geração de lucros”, destacou.

Biopirataria

“A biopirataria extravia para o mundo afora riquezas ambientais locais (da flora, das águas e da fauna), sendo um mal que abate e enfraquece os países pobres ignorando sua soberania territorial, incluindo-se a perda de um imprescindível patrimônio genético e biosférico”, afirmou a respresentante do ETC Group do México, Silvia Ribeiro.

Confome a ambientalista as diferentes espécies vegetais ou animais com interesse para as indústrias de remédios ou de cosméticos são coletados, sem permissão alguma, e são estudados por pesquisadores. “Ao ser descoberto o princípio ativo, eles registram o patente, o que lhes dá o direito de receber um valor a cada vez que aquele produto for comercializado. Vendem o produto para o mundo todo e até mesmo para o próprio país de origem, cujas comunidades tradicionais já tinham o conhecimento da sua utilização”, explicou.

Ela acredita que a solução para a biopirataria é acabando com o sistema de patenteamento, “isso é uma aberração que não tem que existir, um roubo que serve apenas para o mercado”, enfatizou.

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