(por Maria Eugênia Brasil, de Porto Alegre)
Cerca de 200 mil pessoas, conforme dados do Corpo de Bombeiros, participaram ontem da Marcha de abertura das atividades do V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Pessoas do mundo inteiro veio se juntar a outras para às margens do Rio Guaíba, protestarem contra a política neoliberal, sendo o Estados Unidos o principal alvo de protestos, e outras formas de opressão.
E tinha de tudo quanto é contra. Ambientalistas contra os transgênicos; contra a ocupação dos EUA no Iraque; contra a globalização, feministas pelo direito ao aborto seguro e muitos outros que só vendo de perto. Aliás, nem assim é possível dar conta desse mundo de acontecimentos que é o Fórum Social Mundial. Na primeira noite, o público, sobretudo, os jovens embalou o cansaço das horas de viagens e estress em busca de informações com o som de Gilberto Gil.
Amanhece o dia, e Porto Alegre mais uma vez, como acontece a cada dois anos, muda a sua rotina para acolher os participantes do evento. É um vai-e-vem constante. Este ano, além de muita diversidade cultural e temática – são onze espaços temáticos com programações acontecendo o tempo todo - também há muitas reclamações.
São participantes, como José Roberto Passos, que veio do Uruguai, que reclamam do acesso às tendas, locais onde acontecem os eventos, além disso, segundo ele, os alojamentos, com execeção do Acampamento da Juventude, estão muito longe dos eventos e, com um agravante, os ônibus não passam perto des eventos. Na Capital gaúcha, embora o custo dos deslocamemtos em táxis esteja abaixo do praticado em outras cidades, a exemplo de Fortaleza, ainda não é posivel fazer nestes todos os percursos diários necessários.
Mas o espaço democrático do Fórum Social está além disso. Aqui há espaço para todos/as. Não importa a “tribo” ou crença. Estar no Fórum Social é estar num ambiente sem fronteiras, pela mistura de idiomas, sotaques e causas sociais tão distintas. O calor humano que envolve pessoas de lugares longínquos faz com que toda a gente se entenda, mesmo não compartilhando a mesma língua, pois embora diferente, luta pelo mesmo ideal: uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais humana, mais sustentável.
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