Ano da DESERTIFICAÇÃO

domingo 19 de fevereiro de 2006

Photo: By Kushal Gangopadhyay, India

Adital - De toda a superfície do planeta, 41% são formadas por áreas secas, como o semi-árido do Nordeste brasileiro. Ano a ano, a ação do homem sobre o meio ambiente tem causado grandes perdas não só para a biodiversidade, mas para as 2 bilhões de pessoas que vivem nessas regiões. Segundo informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para tentar reverter esse processo e debater mais amplamente o problema, a ONU (Organização das Nações Unidas) designou 2006 como Ano Internacional dos Desertos e da DESERTIFICAÇÃO.

A DESERTIFICAÇÃO, alerta a ONU, ameaça extinguir algumas culturas milenares, pois força as comunidades a deixarem seu local de origem. O planeta como um todo também é ameaçado, pois o processo prejudica áreas cultiváveis, derruba ou até elimina a produtividade do solo e dificulta o combate à pobreza e à fome. Segundo a ONU, se o combate à DESERTIFICAÇÃO não for intensificado, o mundo corre grande risco de não conseguir cumprir até 2015 os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Para atrair atenção para o problema, serão realizadas várias atividades ao longo do ano. Neste mês, será lançado um livro com 365 imagens de DESERTIFICAÇÃO. Em junho, entre os dias 12 e 17 (o Dia Internacional de Combate à DESERTIFICAÇÃO), um festival de cinema sobre o assunto ocorrerá em Roma. Nos próximos meses, diversas conferências e cursos já estão programados para discutir o assunto.

A primeira vez que a ONU alertou para a aceleração da formação de desertos foi em 1994, quando criou a UNCCD (Convenção das Nações Unidas para o Combate à DESERTIFICAÇÃO). Foi nessa época que o assunto passou a ser tratado com um desafio global e a comunidade internacional passou a ser informada da gravidade do problema. No entanto, mesmo com o novo órgão, pouca atenção foi dada à questão, o que fez a 58ª sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 2004, decidir dedicar um ano especialmente à questão.

O Secretariado da Convenção da ONU para Combater a DESERTIFICAÇÃO salientou à imprensa a importância de reconhecer que, para além dos custos humanos e ambientais da degradação que contribui para o problema, é nas terras áridas que se encontram alguns dos mais extraordinários ecossistemas do mundo: os desertos.

Calcula-se que a DESERTIFICAÇÃO e a seca causem perdas anuais de produção agrícola no valor de 42 mil milhões de dólares. Além disso, contribuem para a insegurança alimentar, a fome e a pobreza e podem gerar tensões sociais, económicas e políticas que, por sua vez, podem causar conflitos, mais pobreza e degradação dos solos, afirma o Secretariado da Convenção.

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