Fórum Social Brasileiro

quinta-feira 6 de abril de 2006

O II Fórum Social Brasileiro, chamado Fórum de Abril, acontecerá entre os dias 20 e 23 próximos, em Recife, Pernambuco, será, ao mesmo tempo, um evento brasileiro e mundial temático. Tratará da experiência brasileira vivida nesses últimos anos, sob a ótica dos movimentos sociais e das perspectivas dos participantes na resistência à globalização neoliberal.

A proposta do Fórum de Abril é contribuir para o aprofundamento do diálogo sobre questões surgidas a partir da experiência política do povo brasileiro, estimulando a troca entre diversos pontos de vista ao invés da mera disputa de posições entre pessoas, redes, entidades e movimentos da sociedade civil participantes.Essa proposta acrescenta outro diferencial para o encontro de Recife: a sua divisão em "áreas de diálogo", e não em "eixos temáticos", como costuma acontecer nos outros fóruns.

As áreas de diálogo buscam cobrir todos os aspectos e dimensões da construção de um outro mundo, justo e humano. Seus temas norteadores são: os sujeitos políticos e suas relações; os projetos de desenvolvimento alternativo ao neoliberalismo; a resistência antiimperialista e alternativas de integração solidária; e a democratização o Estado: por uma nova institucionalidade.

Nos demais aspectos, tudo é muito parecido com o Fórum Social Mundial. É um espaço aberto de encontro, plural e diversificado, não-confessional, não-governamental e não-partidário.

Também serão aceitas inscrições de atividades que não se encaixem em nenhuma das áreas de diálogo. A área número um, chamada Os sujeitos políticos e suas relações, tratará das relações dos movimentos entre si, com as ONGs, e também com partidos e governos. Todas as temáticas relacionadas a trabalhadores brasileiros serão tratadas nesta área de diálogo. Outros debates são previstos sobre o papel dos intelectuais de esquerda, os projetos de transformação, de democratização da comunicação, de educação popular e projetos políticos. Cultura e identidades, gerações, novas formas de sociabilidade e de participação política e violência: o leque temático da área um é bastante amplo e comporta todos esses temas.

A segunda área é dedicada aos projetos de desenvolvimento alternativo ao neoliberalismo. Os temas abordados envolvem propostas de novos sistemas econômicos, mudanças na relação com o capital transnacional, de reestruturação produtiva e de reforma urbana e reforma agrária. Estarão em pauta, ainda, importantes debates sobre a soberania nacional, como quebras de patentes e o tratamento dos bens comuns da humanidade, e também o desenvolvimento sustentável.

Menos pulverizada que as anteriores, a área de diálogo 3, que trata da resistência antiimperialista e das alternativas de integração solidária, terá foco em questões geopolíticas e econômicas. Esta será a área para discutir o papel e a atuação dos organismos multilaterais, projetos de integração regional, problemas de toda a América Latina e mundiais como a guerra e militarização, a dívida externa e interna, as propostas de comércio justo e de controle de capitais.

Por último, a área que propõe democratizar o Estado: por uma nova institucionalidade incitará o diálogo sobre questões políticas nacionais que ganharam atenção redobrada dos movimentos e organizações sociais nos últimos anos. São elas: reforma política e combate à corrupção; aprofundamento dos mecanismos de democracia participativa e direta; políticas de ação afirmativa; políticas de segurança pública e relações entre público e privado. Também serão abordados temas de caráter mais geral, como fundamentalismo e direitos humanos num mundo em transição: da economia de mercado para a sociedade de mercado.

Fonte: ADITAL

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