Protagonistas na OMC se encontrarão em Davos

quinta-feira 12 de janeiro de 2006

O Fórum Econômico de Davos parece que vai ser o próximo capitulo das negociações referentes à rodada de Doha, de acordo com a comissão européia. As diferenças quanto ao acesso a mercado dos produtos agrícolas, porém, pode causar fricção entre os Estados Unidos e a União Européia.

Fontes da Comissão Européia indicaram que o Comissário de Comércio Peter Mandelson e o Comissário Mariann Fischer Boel, da Fazenda, são favoráveis a realização de uma reunião ministerial com seus colegas no grupo G-4 (Estados Unidos, Brasil e Índia) assim que acabar o fórum, por volta de janeiro 28 -29.

Será a primeira vez que os ministros se encontraram após Hong Kong, quando concordaram em eliminar os subsídios à exportação agrícola até 2013, conseqüentemente, eles não esperam discutir os detalhes técnicos de Doha.

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O inv(f)erno de Davos

Já em Davos é provável ocorrer uma discussão ampla sobre Hong Kong e o futuro das negociações. A reunião está sendo vista como uma oportunidade para que esses países estruturem um cronograma para a Rodada de Doha a fim de que se possa concluir o planejamento acordado em Hong Kong referente às modalidades (isto é fórmulas de redução, etc.) que tem como prazo o final de abril.

Um dos pontos mais preocupantes será certamente a intransigência dos Estados Unidos e da União Européia quanto ao acesso a mercado dos produtos agrícolas - uma questão em que pouco progresso foi feito em Hong Kong.

Os Estados Unidos estão propondo que os países desenvolvidos cortem as tarifas em algo entre 55% e 90%, e que reduzam os níveis permitidos totais de subsídios domésticos distorcivos entre 31% - 75%, com os mais elevados requeridos para fazer os cortes mais profundos.

A contraproposta da União Européia inclui cortes da tarifa de até 60% e reduções nos subsídios distorcivos permitidos de até 70%.

Mike Johanns, Secretário de Agricultura dos Estados Unidos e o recentemente apontado Negociador Comercial da Fazenda , Richard Crowder, disseram à Federação Americana da Fazenda que o aumento do acesso ao mercado para importações de produtos agrícolas era a chave do sucesso da Rodada de Doha.

Mas a União Européia recusou-se a negociar sobre essa questão no último mês, e Mandelson não está satisfeito em dar mais, a não ser que receba grandes concessões na liberalização de serviços e do NAMA (produtos não agrícolas).

Ainda assim, ele tem pouco espaço para manobra, com o governo francês em particular observando cada movimento seu, a fim de assegurar de que ele não ultrapasse seu mandato concedido pelo conselho europeu.

As demandas norte-americanas estão focadas primeiramente em ganhar maior acesso do que a União Européia, aos mercados dos países em desenvolvimento.

Fonte: Agra Europe Weekly

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