Marina Silva participa da II Conferência de Meio Ambiente de São Paulo

quarta-feira 23 de novembro de 2005 por Daiani Mistieri Lima

"Fácil defender o Meio Ambiente dos outros. Difícil é defender o Meio Ambiente individual", diz Marina Silva na abertura da II Conferência Estadual do Meio Ambiente. Durante toda apresentação Marina foi ovacionada 5 vezes e ao término de sua fala foi aplaudida durante 2 minutos sem interrupção.

No último final de semana (19 e 20 de novembro) aconteceu na capital de São Paulo, a II Conferência Estadual de Meio Ambiente, uma prévia do que vai acontecer na Conferência Nacional em Brasília de 10 a 13 de dezembro, que vai reunir cerca de 2 mil pessoas envolvidas e preocupadas com questões ambientais para discutir propostas sobre Biodiversidade e Florestas, Recursos Hídricos, uso e Ocupação do Solo, e Mudanças Climáticas.

O evento de São Paulo contou com presenças importantes com da Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, do Secretário Estadual de Meio Ambiente, José Goldemberg, do Secretário Municipal de Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, entre outros que fizeram questão de deixar suas impressões positivas do evento.

Na ocasião a Ministra Marina Silva fez uma explanação dos trabalhos realizados pelo ministério na sua gestão e da importância dos Estados estarem se fortalecendo a partir destes encontros e assim fortalecer a Política Pública.

Segundo Marina, o ministério está consciente do papel que exerce. "Não temos a perfeição, mas estamos em um processo de avanço muito importante. É a primeira vez que trabalhamos com planejamento e desenvolvimento com a participação de vários integrantes da sociedade", afirmou.

Marina apresentou números referentes ao desmatamento e citou alguns projetos recusados pelo ministério por achar ambientalmente inviável. "Não falamos apenas: não pode, falamos sim que existem formas legais e corretas de se fazer", disse.

Representando a Sociedade Civil, Rodrigo Agostinho, da ONG Vidágua de Bauru, disse que o evento é muito importante, mas que ainda apresenta falhas e que é obrigação de todos estarem presentes. Rodrigo falou ainda sobre a precariedade dos órgãos públicos. Disse ainda que o setor precisa da transversalidade, pois todos os setores precisam de uma maior integração e comunicação entre si. "Precisamos evoluir e com essa evolução que seja possível assegurar a Política Pública".

Após as apresentações toda plenária se reuniu para discutir a Metodologia de Trabalho e Regimento interno da Conferência.

No segundo dia de trabalho os delegados se reuniram para a escolha dos delegados que irão para a II CNMA representando o estado de São Paulo.

Depois de eleitos os delegados passou-se à leitura das novas propostas sobre os temas que serão trabalhados. Durante a realização das atividades os delegados puderam aprovar ou até mesmo mudar as sugestões vindas de diversas regiões como Sorocaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Região Metropolitana, Assis entre outras.

Manifesto

Após 7 dias da Morte do ambientalista de Mato Grosso, Francisco Anselmo, que morreu após atear fogo contra o próprio fogo como conseqüência da falta de apoio do governo que pretende autorizar a instalação de Usinas de Álcool no Estado.

Participou da manifestação a convite da SOS Mata Atlântica [ONG responsável pela Campanha "Não à Usina de Álcool"], o pastor evangélico Marco Davi que proferiu palavras de apoio em nome de uma carta que Francelmo deixou aos Bispos, pastores, na qual dizia que eles também eram responsáveis e finalizou que uma oração e afirmou que todos devem estar sempre unidos e atentos.

Moções

No final de todas as atividades cerca de 11 moções e novas propostas foram entregues à mesa. Uma delas foi feita pelo ambientalista Fernando Delgado do Grupo Consciência Ecológica de São José dos Campos que dizia registrar protestos pela falta de divulgação, exigüidade do tempo para discutir as questões propostas e desorganização da II Conferência Estadual do Meio Ambiente.

Segundo Delgado é importante a moção para deixar registrado a insatisfação em alguns pontos do evento referentes ao insuficiente serviço de som (sempre falhava) e também dos procedimentos utilizados para a leitura das propostas.

Daiani Mistieri Lima é Coordenadora de Comunicação - ONG Vale Verde

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