Protocolo de Kyoto entra em vigor a partir de hoje

quarta-feira 16 de fevereiro de 2005 por eugenia

O protocolo, que estabelece metas de redução de emissão de gases para os países ricos, é o mais ambicioso acordo internacional da história. O álcool da cana-de-açúcar não polui e é visto como o substituto mais eficiente do petróleo. Todos estão de olho nele.

“O Brasil é o mais competitivo produtor de álcool do mundo, não há ninguém que produza álcool nas condições de preço que nós conseguimos produzir”, explicou Eduardo de Carvalho, da União da Indústria de Cana-de-açúcar. È só um exemplo das vantagens que o Brasil pode ter com o Protocolo de Kyoto, um acordo internacional para reduzir a emissão de seis gases responsáveis pelo aumento da temperatura da terra.

Os Estados Unidos ficaram de fora, mas 36 países ricos têm metas para diminuir a poluição até 2012. Países em desenvolvimento, como o Brasil, estão livres do corte. Como não é obrigado a reduzir emissões de gases, o Brasil tem tudo para ganhar com o acordo. Isso porque qualquer projeto feito aqui dentro do país, com o objetivo de diminuir o efeito estufa, pode se transformar num crédito de carbono, que vale dinheiro. Um país rico, com dificuldade para alcançar sua meta dentro do Protocolo de Kyoto, pode comprar esse crédito do Brasil e incorporar na sua cota de redução.

Uma usina de álcool, no interior de São Paulo, está pronta para vender créditos. Usa bagaço de cana para gerar energia. Em dez anos, serão 500 mil toneladas de carbono a menos na atmosfera que podem render R$ 4 milhões.

No maior aterro sanitário da capital paulista o gás metano da decomposição do lixo move uma termoelétrica capaz de abastecer uma cidade de 200 mil habitantes. O lucro com os certificados pode chegar R$ 8 milhões por ano. Metade vai para a prefeitura.

“Com isso, a gente vai dar um retorno financeiro para a região que sofreu com a instalação do aterro”, disse Antonio Carlos Delbin, diretor da termoelétrica. Até as áreas de florestas que foram destruídas trazem vantagens. O Brasil é um dos poucos países do mundo prontos para grandes projetos de reflorestamento. As árvores capturam gás carbônico do ar. Isso agora vale muito.

“Grandes áreas degradadas podem ser recuperadas e a gente ganhar duas vezes. Ganhar, ambientalmente, com o aumento da área reflorestal no país e segundo, ganhar dólares no mercado de troca de carbono”, comentou Paulo Artacho, do Instituto do Milênio da Amazônia.

Fonte: Jornal Nacional/Rede Globo exibido em 15/02/2004

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